72 hours in Bangkok

In Bangkok you can have it all. Culture on the streets and glamour somewhere above the clouds, in a rooftop where they say the party is at.

 Bangkok é a miúda free spirit que deixou uma pilha de louça por lavar na noite anterior, que se passeia pela casa de manhã com uma T-shirt de uma banda de rock que não conhece, com restos de maquilhagem nos olhos em forma de amêndoa e um café numa chávena natalícia que recebeu de um secret santa há 4 anos (apropriada para qualquer época do ano, apesar do “Merry Christmas” em letras gigantes). Mas é essa mesma miúda que dançou até de manhã algures num pub numa rua cheia de gente e se esqueceu do tempo. A miúda que pôs um vestido justo para subir ao rooftop de um hotel, mas rapidamente o trocou por uns Jean shorts e uns sneakers para conquistar o andar mais baixo da cidade. A rua, com um milhão de cheiros (não muito agradáveis a maior parte das vezes) cores vibrantes, sorrisos calorosos, tão calorosos quanto os 30° que nos receberam. E não, esta miúda não sou eu, esta miúda é Bangkok. É a analogia mais fidedigna que encontrei para vos descrever esta beleza imperfeita que é Bangkok.       Cá em baixo o caos, a cozinha de rua, um modo de viver completamente diferente daquilo que estamos habituados. Uma cidade muito suja, com níveis de poluição assustadores, mas uma verdadeira urban jungle de cores e inspiração.
E há outra perspectiva desta cidade asiática. Fora das ruas, perto do céu, num lado mais alto da cidade, com uma vista panorâmica para a selva de cores, os rooftops. Onde ao final do dia me perdi num milhão de luzes, num copo de vinho e conversas existenciais. Ainda na mesma realidade, mas nem sempre perto do céu, restaurantes maravilhosos, Michelin stars e outros que o são, só porque sim! Ainda que estejam guardados no segredo dos deuses.
Uma coisa é certa, esta miúda recebeu-nos como ninguém, sempre de sorriso na cara e pronta a ajudar. Nunca me senti insegura, senti-me quase sempre bem-vinda e é um lugar onde quero voltar.

Onde ficar | Where to stay:

Muse Bangkok Hotel: Tranquilo, bem localizado, quartos ótimos, pequeno-almoço ok e uma happy hour num roof top com ótimo ambiente. O meu favorito! |Quiet, good location, great rooms, breakfast was ok. Happy hour on the roof top was fun! My favorite!

Lebua Tower Club: Vale a pena pela vista. | The view is so amazing it makes it worth!

Restaurantes | Restaurants:

Gaggan: Cozinha indiana progressiva, 2 estrelas michelin, número 1 na Ásia pelo quarto ano consecutivo. Éramos 13 sentados num balcão, mais propriamente na mesa do chef, onde partilhamos 25 pratos deliciosos, apresentados num menu de emojis (sim emojis) com pessoas de diferentes nacionalidades. Em cada prato um milhão de sabores, a maior parte completamente fora da zona de conforto do meu palato, mas tudo isto é pouco para descrever a cozinha do famoso Gaggan Anand. A música é escolhida com minúcia, cada prato conta uma história e a determinada altura choveram purpurinas (literalmente!) Apagaram-se as luzes e quando acenderam, a acompanhar o novo prato, um banho de purpurinas. Acho que não preciso de dizer mais nada. |Progressive Indian cuisine, 2 Michelin stars, number 1 in Asia for the fourth consecutive year. There were 13 of us sitting around the counter, the chef’s table. We shared 25 delicious courses, presented in a emojis menu (yes emojis) with people from all over the world. On each dish a million flavors, totally out of the comfort zone of my palate. But this isn’t enough to describe Gaggan Anand’s cuisine. The music was meticulously thought, each course tells a story and eventually there were glittering glitters (literally!) The lights went out and when they turned them back on, so we could see the next course, there was glitter everywhere.  

Bo.lan: Sobre o Bo.lan não vos posso dizer muito porque acabámos por cancelar a nossa reserva. Confesso que tenho alguma pena, mas as críticas eram de facto muito más e era a nossa última noite em Bangkok. Não queria correr o risco de acabar a viagem com uma má experiência. | Unfortunately I can’t tell you much about Bolan because we ended up canceling our reservation. I admit I might regret it a bit, but the reviews were so bad and it was our last night in Bangkok. We didn’t want to end the trip with a bad experience.

Tom Yum Kung: Para almoçar na Khao San Road. | To have lunch in Khao San Road

Ban Chiang: Jantar despretensioso. Para comer um Pad Thai ou um fried rice. |Unpretentious dinner. To eat a Pad Thai or a fried rice.

Vertigo: Rooftop, bom ambiente, vista assombrosa. | Rooftop, cool, the view is amazing.

Gostávamos de ter ido mas não conseguimos | We’d love to go but we couldn’t make it: Jay Fai & Err.

O que fazer | What to do:

Visitar o Damnoen Saduak Floating Market | Visit Damnoen Saduak Floating Market

Ir beber um copo a Khao San Road à noite | Go to Khao San Road for a drink at night.

Fazer uma massagem num spa na rua (Fizemos uma foot massage no Khao San Spa) | Get a foot massage! We went to this place called Khao San Spa, but honestly they all look the same.

Visitar templos (só visitamos o Grand Palace) | Visit the temples (we only went to The Grand Palace)

China Town: Honestamente foi o sítio que menos gostei de Bangkok, muito sujo e muita confusão, mas acho que é obrigatório.|Honestly to me this is the worst place in Bangkok, so dirty and confusing, but I think it’s a must-see anyway.

Beber um copo num rooftop (Lebua ou Vertigo & Moon bar) | Go for a drink in a cool rooftop (Lebua or Vertigo & Moon bar)

Comer Pad Thai, Fried Rice, Sticky Rice com manga e comprar um saco de mangostão na rua. |Have some Pad Thai, Fried Rice, Sticky Rice w/ mango and buy a bag of mangosteen on the street.

          Na última noite, descobrimos um restaurante simpático para jantar. Comemos bem e resolvemos ir uma última vez a Kaoh San road. Numa perpendicular perto da Khao San road descobrimos um artista de rua com promessas de amor para a vida. Todos os quadros têm uma mensagem, “LOVE NEVER DIES”, escrito no canto inferior direito. Apaixonei-me por um quadro, mas o valor que ele pedia era absurdo (bem, pelo menos até aqui, mais à frente percebi que o momento valia cada cêntimo). O meu namorado conseguiu negociar e chegamos a um valor mais consensual, mas acabamos por decidir que não queríamos o quadro. Fomos embora e eu senti-me desolada por não o trazer. Andamos 500m e eu disse “vou voltar para trás, vou buscar o quadro”. Voltámos, estava a dar a minha música favorita, La Vie En Rose da Edit Piaf (I’m such a cliche, I know). Renegociámos e ele aceitou, virou o quadro ao contrário (o quadro que é um pedaço de tecido) e pegou numa caneta. Pensei que fosse assinar o quadro mas não demorei a perceber que ele me estava a desenhar, olhava para mim e fazia qualquer coisa, voltava a por os olhos em mim para continuar a desenhar. É claro que ele não me desenhou como eu me imagino, desenhou um boneco que parecia feito por uma criança de 6 anos, com uma coroa na cabeça a dançar em cima do banco (oh man! Did you just see right through my soul?!) e quando acabou desenhou o meu namorado ao meu lado. Perguntou os nossos nomes para escrever por cima, assinou e deu-nos exatamente aquilo que precisávamos naquele momento, sem saber. Acabei por lhe dar o valor que ele tinha pedido antes de virarmos costas.


Bangkok is that free spirited girl that left a pile of dishes in the sink last night. The girl that strolls around the house every morning wearing a T-shirt from a rock band she doesn’t know, with some make-up remnants around her almond-shaped eyes. Drinking her coffee in a xmas mug she got from a secret santa 4 years ago, but still finds it appropriate for any time of year, even if it says “Merry Christmas.
But it’s that same girl that danced until morning somewhere in a pub in a crowded street and forgot about time. The girl who put on her best dress to go to the party in the rooftop of a hotel, but quickly changed it for a pair of Jean shorts and sneakers to conquer the lower floor of the city. The street, with millions of different smells (not very pleasant most of the time) vibrant colors, warm smiles, as warm as those 30 ° you can feel in the air. No, this girl isn’t me, this girl is Bangkok. It’s the best analogy I found to describe Bangkok’s imperfect beauty. On the streets the chaos, the street food, a way of living completely different from what we are used to. A dirty city, scary levels of pollution, but a real urban jungle of color and inspiration.
And there’s a different perspective of this Asian city. Off the streets, above the clouds, on a higher side of the city, with a panoramic view to the jungle of colors, the rooftops. Where at the end of the day I lost myself in a million lights, a glass of wine and existential conversations. Still in the same reality, but not always so close to the sky, wonderful restaurants, Michelin stars and others that are kept in the secret of the gods, but are just as good.
No doubt this girl received us like no one, always with a smile on her face and ready to help. I never felt insecure and felt very welcome most of the time. Hope to see you again, Bangkok.

On our last night in the city we found this cute restaurant to have dinner. Food was great and afterwards we decided to go one last time to Kaoh San Road. On a perpendicular road near Khao San road we discovered a street artist making love promises. All paintings had a message, “LOVE NEVER DIES”, written in the lower right corner. I fell in love with one of his paintings, but it was too expensive (Later I realized that the moment was worth every cent). My boyfriend managed to negotiate and we came to a more consensual value, but we ended up deciding that we didn’t want the painting. So we left, and I felt desolate for not bringing it. We walked 500m and I said “I’m going back, I’m getting the painting”. We went back, my favorite song was on, La Vie En Rose from Edit Piaf (I’m such a cliche, I know). We renegotiated and he accepted, turned the painting upside down, and grabbed a pen. I thought he was about to sign the painting, but I soon realized that he was drawing me, he’d look at me and then back to the painting. Of course he didn’t draw me as I imagine myself, he drew a doll that looked like a 6-year-old kid, with a crown on its head dancing over a bench (oh man! Did you just see right through my soul ?! ) and when he finished drawing me, he drew my boyfriend by my side. He asked for our names to write over our drawings, signed and gave us exactly what we needed in that moment. I ended up giving him the amount he had asked for before.

 

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