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10 anos! Passaram dez anos desde que o meu nome passou a ser utilizado no meio de contextos onde não o pus, para contar uma história que eu esclareci uma vez, na imprensa. E outras tantas no contexto jurídico.

10 anos depois, escolhi um nome para me associar. Castanheira, é o nome que eu não me importo, pelo contrário, tenho muito orgulho, em vê-lo depois ou antes dos meus outros nomes.


Durante estes 10 anos, tive outras relações, não tantas quantas me foram atribuídas, mas tive de ver o meu nome associado a pessoas com quem nunca troquei uma palavra.Gostava também de deixar claro que nunca pus em causa a minha saúde ou a minha vida, a imprensa consegue ser bastante criativa nestes temas. Nem ganhei um cêntimo que não tenha sido fruto do meu trabalho. Pelo contrário, há 10 anos não ganhei nada, perdi. Não vou falar da parte emocional, nem dar nenhum nome a este artigo, porque dispenso headlines sensacionalistas. Mas está implícito, o que uma miúda de 21 anos perdeu naquele dia. Além disso, perdi dignidade, pelo simples facto, de estar ali. Não pedi a ninguém que escrevesse nada sobre mim. Pedi silêncio e respeito, mas nunca recebi nenhum dos dois.

De todas as vezes que lia alguma coisa, sentia-me encurralada. Por um lado se falasse, a fogueira ardia mais. Achei sempre que o melhor era deixar o fogo apagar. Mas parece que ele não se apaga. E qualquer uma pode dizer o que quer publicamente, usar o meu nome para se promover e aparecer em “notícias”. Don’t get me wrong! Esta lunática pode dizer o que quiser sobre essa história, desde que não profira o meu nome.


Honestamente, pensei em ficar calada, mais uma vez. Mas se a palavra é um vírus tão resiliente para espalhar mentiras, então pode ser que tenha o mesmo efeito para a verdade.


Eu não sou a personagem dessa história, não como a imprensa contou. Já fui uma miúda de 21 anos, que perdeu uma pessoa. E por favor, essa história está mais do que contada. É um não assunto, pelo menos, no que envolve o meu nome, gostava que fosse!


Hoje, chamo-me Anita da Costa Castanheira. Entretanto, formei-me em Direito na faculdade Direito da Universidade de Coimbra, sou influencer, empresária e sou casada com uma pessoa que amo muito, Tomás Castanheira. Peço desculpa pela apresentação curricular, mas apresenta-me melhor do que o que tenho lido. E já agora, cá em casa, não compramos revistas cor de rosa, aconselho.

2 Comments

  1. Daisy Lopes

    Olá Anita.
    As pessoas não têm nada para fazer mesmo e se entretêm com a vida dos outros.
    És uma pessoa admirável, pelo que és e fazes. Admiro a tua força de vontade, disciplina, consistência nas coisas, as tuas fotos de viagens.
    Não sei o que aconteceu há 10 anos. As pessoas adoram mexer em feridas.
    Sê feliz 🙂

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  2. Tânia Freitas

    Anita, acompanho esporadicamente o seu trabalho como influenciadora porque vejo que é um trabalho diferente; destaca-se porque tem bastante classe e bom gosto, algo que hoje em dia perdeu-se dentro da banalidade e vulgaridade.
    Foi injusto o que lhe fizeram há 10, recordo-me bem de como certas pessoas aproveitaram para “aparecer” e a empresa aproveitou isso para vender… mas acredito que isso só a tornou uma pessoa mais forte e mais resiliente.
    Gosto da sua atitude, gosto da elegância com que encara a vida e desejo que tenha sempre força de espírito em si porque o que importa nesta vida somos nós e aqueles que amamos e nos amam de volta, só o amor é real e capaz de transmutar tudo. O resto, como dizem por aí, é paisagem…

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